O País se reveste de muitas cores e ritmos. Continental como somos, não é possível dizer qual é o verdadeiro Carnaval brasileiro. Das inocentes marchinhas aos hits que irão ficar na cabeça de milhares.

 

A multidão ganha a avenida, as ladeiras, as praças e as praias. Quem pode discordar que o Carnaval é legitimamente a maior expressão popular da Nação? De fato, somos assim, festivos e irreverentemente brasileiros.

 

Melhor seria que essa alegria fosse além do Carnaval, que no cotidiano também tivéssemos muitos motivos para sorrir, para festejar. Melhor seria até que essa alegria, que não cessa com o Carnaval, fosse um modelo para o mundo, para a nossa cidade e para o bairro onde vivemos. Melhor seria não precisar abrir mão do nosso Carnaval, mas trazer para o nosso dia a dia o prazer de andar pelas ruas, de ver as crianças nas escolas, os jovens sonhando e realizando o futuro, os velhos conversando na praça com seus direitos e respeito garantidos.

 

Tudo isso seria maravilhoso, mas – não nos iludamos ainda – não seria suficiente. É que a genuína alegria exige um pouco mais. Exige um olhar maduro para si mesmo, uma generosidade para com o outro e uma fé que engaja e possibilita a experiência de amar.

 

O amor cristão clama pelo que é justo e se solidariza com o que necessita. O amor cristão celebra cada momento da vida e se coloca no mesmo caminho dos passos de Cristo. É que a alegria cristã só é possível quando se espelha em Cristo de maneira simples e clara. Então, a felicidade se agiganta e não termina na Quarta-feira de Cinzas.

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